10 mai
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Querida Tanita,
Estas flores, à luz do Sol e regadas pelas águas de inverno, brotaram e são como são! Assim, também, você é você, à luz do Sol e regada pelas suas lágrimas de alegria e, às vezes, de tristeza; você é luz do Sol para seus filhos e netos. Eu, tb!
Bjo do seu marido,
Fico.
Aracaju, 9/5/2011
08 abr
por Tânia Andrade

Apresentação: Tânia Andrade demonstra-se hábil na sua ate de escrever acrósticos. Desta vez, em sua riqueza de sensibilidade, descobre as qualidades ético-profissionais de sua oftalmologista, Drª Ana Cecília. Numa linguagem fluente, a escritora revela a expressão do código de ética dessa médica – “zelar pelo bom nível ético e pela eficiência técnico-profissional do oftalmologista” O ciberespaço do Recado da Pesquisa se transforma num ambiente, onde seus leitores se sentem bem com saúde ocular, tão bem expressa nessa “linguagem dos acrósticos” sobre as qualidades ético-profissionais daquela médica em sua arte clínica.
Atenciosa e segura atrai as pessoas, com entusiasmo
Navega nos olhos, que são espelhos da alma
Atenta e simpática é gentil com todos
Cheia de graça e vibração positiva
Expressa simpatia e charme
Conforto, beleza e música, contagiam seu consultório
Inteligente e criativa, distribui sorrisos
Lida com seres humanos, de modo delicado e afetuoso
Iluminada, espirituosa e eficiente
Alegre e tranquila, transmite paz e harmonia
03 mar
por Lia Ribeiro

Sei que não devo me lastimar,
Também sei que é preciso continuar
Andando minha estrada, sem parar,
Recordando apenas, sem chorar.
Sei que preciso conter minha dor,
Hã!!! como se possível fosse, esquecer tanto amor,
Implexo sentimento sem sentido,
Nenhures encontro olvido,
Eutimia, indevido, espero para meu coração ferido.
28 fev
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Você está aí? Descubra esse Éden de sua vida. Integre-se na Natureza.
Deus é a razão de toda alegria no mundo. Cada vez que a beleza emerge, Deus se manifesta no mundo. É muito fácil encontrar Deus. Ele está no mais íntimo da alegria de existir, de respirar, de sentir (Pierre Levy).
Deus pergunta. O que você responde?
Deus disse ao homem: Read more »
10 fev
por Tânia Andrade

10 de fevereiro de 2011. Aniversário de Tânia Andrade. Além das palmas de parabéns, dançando e escutando a música clássica de Bedrich Smetana, descobre-se o segredo de registrar com letras de ouro, esta “Arte de escrever acrósticos – Minhas expressões de afetividade”. O ciberespaço do Recado da Pesquisa se transforma numa casa, onde habita a afetividade de uma mulher que pode construir a felicidade de seu esposo e de seus filhos. Eu testemunho o que ela escreve e vivencia estes sentimentos. Assino: Francisco Antônio de Andrade Filho.
O Todo
Feiticeiro do amor
Rezava a missa, meio santo, meio endiabrado
Atrevido pastor
Nem se importou com o seu ministrado
Conquistou a mocinha, com um simples olhado
Irresistível galanteador
Sábio, ousado
Conseguiu alar um coração pacato
Orando assim, cativa até o diabo.
As Três Partículas
Leve, solto, engraçado
Um dia, alegre; outro, zangado
Companheiro, amigo, brincalhão
Às vezes sorri, às vezes não
Sorrindo ou chorando, ele é o filho do meu coração.
(Para Lucas, 7 anos)
Tímido, sensível, cismado
Inteligente, simples, calado
Amável, por todos amado
Garoto meigo, sentido, bonzinho
O meu adorado filhinho.
(Para Tiago, 4 anos)
Meu pequenino, minha vida
Anjo do meu coração
Tens todo o direito e toda a razão
Exija dos teus, amor e atenção
Um choro que agita
Sorriso inocente, que gratifica.
(Para Mateus, 3 meses)
[04/09/1981]
Sou um Pingo de Deus, perfeita e sábia
Onde quer que eu vá, levo alegria e paz
Faço o meu melhor para viver bem
Ilumino os caminhos por onde passo
Atraio para mim, as boas Energias do UNIVERSO
(Para Sofia, 10 meses. Aracaju/SE, 08 de junho de 2010)
Perfeito eu sou
Especial presente da Natureza
Divino e humano
Raçudo e radiante
Oásis em pleno deserto
Luz que reluz em tudo e em todos
Único na minha essência
Iluminado e iluminando os meus caminhos
Zelo pela minha felicidade
(Para Pedro Luiz, 4 meses. Aracaju/SE, 20 de janeiro de 2011)
02 mar
Clóvis Campêlo
Para Verônica Aroucha
O encantamento é a soma de todas as cores.
Existe uma luz radiante quando se abre a janela e verifica-se que, apesar de tudo, surgiu um novo dia e que nesse novo dia todas as possibilidades são prováveis e possíveis.
Desvenda-se uma nova visão cósmica quando entendemos que todos os equívocos foram necessários e que sem eles não haveria a possibilidade dos acertos.
Entramos em êxtase quando percebemos que o excesso dos nossos sentimentos foram o adubo necessário para que brotassem as flores do bem.
O pão quentinho é apenas a condensação de todas as energias positivas, transformadas em criação.
Somos apenas o instrumento.
12 fev
Clóvis Campêlo
O frevo é pernambucano e nasceu pelas ruas do Recife, misturando polca, dobrados, maxixes, tangos e quadrilhas.
O frevo é pernambucano e degenerou-se a partir das bandas marciais que existiam no Recife no século XIX.
O frevo é pernambucano e teve a sua partenidade concebida pela banda do 4º Batalhão de Artilharia, o Quarto, e pela banda da Guarda Nacional, a Espanha de Pedro Garrido.
O frevo é pernambucano e na sua concepção despretensiosa e natural ousou misturar a dança e a música.
O frevo é eminetemente urbano.
Quem diz isso não sou eu. São vários pesquisadores, pernambucanos ou não. Entre eles, José Ramos Tinhorão.
No frevo, os dobrados desdobraram-se e foram sendo acelerados. Primeiro, os passos dos capoeiristas que acompanhavam as bandas e disputavam os espaços das ruas. Depois, as notas musicais, mais rápidas, mais curtas e mais altas. O frevo tomava corpo e forma. O frevo mostrava a alma.
O frevo sempre foi do povo. Primeiro do lumpen que acompanhava as orquestras. Depois, dos trabalhadores urbanos mais organizados.
Acompanhemos Tinhorão: “Até o início da século XX, as marchas que começavam a ser frevos, antes mesmo do aparecimento desse nome, ainda não possuíam o caráter explosivo que o frevo de rua adotaria posteriormente.
Quando, porém, a partir do início do século, são rompidas as relaçõpes urbanas algo feudais do Recife pela presença das indústrias têxtil e açucareira, e a cidade se enche de novas camadas de trabalhadores procedentes da zona rural, dissociados das tradições locais, esses moradores de mocambos da zona alagada permitem o advento do frevo de rua estritamente orquestral, destinado pura e simplesmente à cega libertação de energia dos pés-de-poeira.
Para a música produzida pelas fanfarras em suas passeatas carnavalescas isso queria dizer que não havia mais qualquer compromisso com o repertório ora marcial, ora foclórico herdado do século XIX, e os metais podriam enfim explodir em colcheias e semicolcheias nas introduções que desenhavam uma melodia marcada por síncopas, enquanto o ritmo, desprezando as medidas de tempo, produzia a ginga visivelmente inspirada nas desarticulações do corpo dos dançarinos entregues à loucura do passo.”
Ou seja, o povo criou o frevo e o povo o libertou das amarras iniciais. O frevo sempre foi do povo. E, passo a passo, a liberdade do passo foi sendo inventada, ordenada e consentida. O frevo sempre foi liberdade.
Falo do frevo de rua, é claro, e dentro das concepções do crítico e estudioso paulista. As opiniões de Tinhorão estão no livro Pequena história da música popular (Ed. Vozes, petrópolis, 1974, pág. 137/146). São interessantes e polêmicas quando trata de analisar as outras modalidades do frevo (frevo-canção e frevo-de-bloco).
Portanto, agora, quando novamente se aproxima o carnaval, vale a pena lembrarmos do ritmo autenticamente pernambucano.
Por enquanto, porém, falemos da invenção e das evoluções do frevo de rua, o frevo que encantou Tinhorão.
O resto virá depois.