O Recado da Pesquisa

reflexões filosóficas em diversas áreas

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19 jul

Recado de meditação: Celebre sua vida sem medo


Texto escolhido e meditado por Francisco Antônio de Andrade Filho

Texto escolhido e meditado por Francisco Antônio de Andrade Filho

 

Fonte: Osho. Osho Todos os Dias. Tradução Leonardo Freire. – Campinas, SP: Verus Editora, 2003, p. 15.

“Estes são os verdadeiros ladrões: a dúvida, a suspeita, o medo.

Eles aniquilam sua própria possibilidade de celebração. Enquanto você estiver sobre a terra, celebre a terra. Enquanto durar este momento, desfrute-o até a essência. Devido ao medo, perdemos muito; devido ao medo, não podemos amar, ou, mesmo se amarmos, esse amor será sempre morno, sofrível, irá sempre até certo limite, e não além. Sempre chegamos a um ponto além do qual temos medo e estagnamos ali. Devido ao medo, não podemos entrar fundo em uma amizade; devido ao medo, não podemos orar profundamente.

Seja consciente, mas nunca precavido. A distinção é muito sutil. A consciência não está enraizada no medo; a precaução está enraizada no medo. A pessoa fica precavida para nunca errar, mas, então, não pode ir muito longe. O próprio medo não permitirá que você examine novos estilos de vida; novos canais para sua energia, novas direções, novas terras. Você sempre percorrerá o mesmo caminho, repetidamente, movendo-se para cá e para lá num vaivém, como um trem de carga.”

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14 jul

Recado de meditação: Você é a própria vida


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19 jun

Sábias Palavras da Presidenta Dilma – na Convenção do PT


por Francisco Antônio de Andrade Filho

por Francisco Antônio de Andrade Filho

 

Domingo, 13 de junho de 2010. Com Dilma & Lula, mulheres e homens – todos os brasileiros, de mãos dadas, entoaram o Hino Nacional. Convictos e prestigiados, na Minha Casa/Minha Vida, escolheram a Mãe do PAC, a Candidata à Presidência do Brasil. Palavras de Sabedoria foram brotadas da verdade. A estrela do PT brilhou como o Sol que, em sua magnitude, orbita em torno de outros partidos. O crepúsculo de um novo alvorecer do Brasil foi anunciado E a Filosofia falou. Descobriu que os dossiês dos inimigos da Pátria foram queimados nos porões da falsidade e da ignomínia. O PIG&PSDB&DEM&LTDA cavaram suas próprias covas. Deram um tiro no pé.

Com a riqueza de seus sentimentos, Dilma exalta a força da mulher:

“Minha emoção é muito grande. Minha alegria também. Por esta festa tão cheia de energia, de confiança e esperança [...] Sei que esta festa não é para homenagear uma candidata. Aqui se celebra, em primeiro lugar, a mulher brasileira! Aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser – e de fazer – da mulher”

Com as mesmas virtudes políticas, da coragem e da benignidade, vê a força do trabalho e a soberania popular como garantias da vitória do Presidente Lula extensiva a ela. E fala com coração e alma de mulher, assim:

“A energia que move esta grande festa brasileira é a força do trabalho – e do sonho – de um povo que nunca se dobrou, sempre lutou e jamais perdeu a esperança. E que levou à Presidência um trabalhador, que provou que um novo Brasil é possível [...] Um Brasil justo, forte, democrático e independente. Cheio de oportunidades para todas as brasileiras e todos os brasileiros [...]. Lula mudou o Brasil e o Brasil quer seguir mudando”.

Por uma igualdade social, com as sábias palavras discursa:

“É seguir mudando para diminuir ainda mais a desigualdade entre pessoas, regiões, gêneros e etnias [...] Quebramos o tabu e provamos que incluir os mais fracos e os mais necessitados ao processo de desenvolvimento do país é um caminho socialmente correto, politicamente indispensável e economicamente estimulador”

Por isso, quero Dilma Rousseff, Presidenta do Brasil. Sei que ela já fez e vai fazer mais. E descobri que Serra, ex-prefeito e ex-governador de SP, sem realizações, ainda não fez e nem pode fazer mais. Só escorrega nas rampas palacianas e cai de serra abaixo. Ferido e derrotado, jamais subirá a rampa do Planalto. Enquanto isso, a fala da escolhida candidata é aplaudida com entusiasmo:

“Para realizar esta grande tarefa não basta apenas querer. Ou dizer que vai fazer. É preciso conhecer bem o Brasil, o governo e ter projetos que ampliem e acelerem o que está sendo feito. É preciso, ainda, estar do lado certo e com a postura correta. Dar prioridade e apoio aos que mais precisam, porém governando para todos os brasileiros e brasileiras”.

Entre tantas outras sábias palavras do Discurso da Dilma na Convenção do PT, destaco ainda outras expressões dos direitos de cidadania. Eu as captei nestes termos:

“Podemos alcançar isso porque somos um povo criativo e empreendedor; temos uma democracia sólida; um vibrante mercado interno; a maior reserva florestal e a mais limpa matriz energética do planeta; um parque industrial diversificado; uma agricultura forte; e desfrutamos de estabilidade econômica, agora com grandes reservas internacionais superiores a nossos compromissos externos.”

E enfatiza:

“Educação de qualidade, dando seqüência à transformação educacional em curso – da creche a pós-graduação [...] Espalhar a educação profissionalizante por todo o país, interiorizando o ensino técnico [...] Isso significa: formação continuada de professores para o ensino fundamental e médio [...] Fazer com que os professores tenham, pelo menos, o curso universitário e uma remuneração condizente com a sua importância”.

Essas sábias palavras da Dilma são revestidas de alto conteúdo filosófico dos tempos modernos. É verdade, o passado não se repete. De outro, é possível, sem mecanismos, verificar reflexos do Iluminismo, por exemplo, nos tempos atuais. Deste modo, descubro riqueza da sabedoria no pensamento político de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).

O filósofo genebrino em seus dois discursos provou sua coragem de crítica às de crítica às “desigualdades sociais entre os homens”, em sua crítica às ciências e às artes do século XVIII.

No texto clássico de filosofia política Discurso sobre as Ciências e as Artes (1750). Ele discute “se o progresso das ciências e das artes terá contribuído para aprimorar os costumes?” Em conexão deste texto integrado com outras do mesmo pensador, conheceremos outras problemáticas, tais como: “Qual é a origem da desigualdade entre os homens, e é ela autorizada pela lei natural?” e “Quero indagar se pode existir, na ordem civil, alguma regra de administração legítima e segura, tomando os homens como são e as leis como podem ser”.

Deixemos a filosofia falar em Rousseau, assim:

“… as letras e as artes, menos despóticas e talvez mais poderosas, estendem guirlandas de flores sobre as cadeias de ferro de que estão eles carregados, afogam-lhes o sentimento dessa liberdade original para a qual pareciam ter nascido, fazem com que amem sua escravidão e formam assim o que se chama povos policiados”.

E conclui sua crítica à corrupção política, assim:

“Na política, como na moral, é um grande mal não se fazer de algum modo o bem e todo cidadão inútil pode ser considerado pernicioso (…) Os antigos políticos falavam constantemente de costumes e virtudes, os nossos só falam de comércio, de dinheiro e de poder (…) Avaliam os homens como gado. Segundo eles, um homem só vale para o Estado pelo seu consumo”.

Para Rousseau só a vontade geral era o que traduziria o que há de comum em todas as vontades individuais, ou seja, o substrato das consciências. O objeto da vontade geral é, pois, o interesse comum. Assim escreve:

“Afirmo, pois, que a soberania, não sendo senão o exercício da vontade geral, jamais pode alienar-se, e que o soberano, que nada é senão um ser coletivo, só pode ser representado por si mesmo. O poder pode transmitir-se; não, porém, a vontade (…) A soberania é indivisível , pela mesma razão por que é inalienável, pois a vontade ou é geral, ou não o é; ou é a do corpo do povo, ou somente de uma parte. No primeiro caso, essa vontade declarada é ato de soberania e faz lei; no segundo, não passa de uma vontade particular ou de um ato de magistratura, quando muito, de um decreto.”

Termino aqui essa meditação escrita. Que o leitor faça seus comentários. De minha parte, desejei mostrar-lhe, fazer passar e pensar a realidade de uma filosofia que manifesta e exprime os problemas e as questões que, em cada época de uma sociedade, os homens colocam para si mesmos, diante do que é novo e ainda não foi aprendido. A filosofia procura enfrentar essa realidade nova, oferecendo caminhos, respostas e, sobretudo, propondo novas perguntas num diálogo permanente, com a sociedade e a cultura de seu tempo, do qual ela faz parte.

Medite e Escute Mais:

Íntegra do discurso de Dilma Rousseff na Convenção PT

Rousseau: Defensor Moderno da Democracia

ROUSSEAU, J.-J. Discurso Sobre as Ciências e as Artes. São Paulo: Abril Cultural, 1987.

_____________. Origem e Fundamento das Desigualdades Entre os Homens. São Paulo: Abril Cultural, 1987.

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