29 set
por Prof. Dr. Tiago Gomes de Andrade*

2010! Ano internacional da Biodiversidade. Homenagem reconhecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas.
Biodiversidade pode ser definida como a variedade de organismos vivos e a complexidade de interações que se estabelecem entre eles. Considera-se ainda conjunto, ou coletividade (quantidade e categorias) dos seres vivos existentes no planeta. É a diversidade genética de indivíduos e populações que interagem em uma cadeia histórica de eventos e inter-relações ecológicas.
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20 set
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Nos dias de hoje (ANDRADE FILHO, 2005: 383-403), questões são colocadas à luz dos atos das ciências e tecnologias. Com eles, o conhecimento do “tempo global” tem priorizado a dimensão tecnológica, em estreita sintonia com as relações de mercado. O saber e o conhecimento no mundo globalizado parecem perder muito de sua função de busca de sentido para a vida, o destino humano e a sociedade – do conhecimento esse não do “sentir e simbolizar” –, para tornar-se “produto comercial de circulação” orientado pelo novo paradigma da aplicabilidade.
Os paradigmas da pós-modernidade, que ensejam rotas previstas para o desenho do futuro humano, estão em crise. Por isso, é cedo ainda afirmar-se a prepotência da globalização em seu progresso de ciência e tecnologia.
É nesse ambiente que a Bioética nasce como um novo domínio da reflexão e da prática, que toma como seu objeto específico as questões humanas na sua dimensão ética, tal como se são formuladas no âmbito da prática clínica, jurídica ou da investigação científica, e como método próprio o conhecimento de diversos modelos bioéticos, articulados dialeticamente com saberes diferentes (método-relação), mas fortemente entrelaçados.
Assim, a Bioética e o Biodireito, hoje, se situam entre as duas formas do conhecimento humano: o saber simbólico e o saber científico. Ganham vitalidade como paradigmas da relação entre as ciências e as tecnologias; do saber científico e do saber simbólico em suas recentes descobertas. A Bioética e o Biodireito cuidam da dignidade da vida, procurando a convergência amistosa entre estes saberes. Vale ressaltar, entre Filosofia e Direito integrados com as ciências e tecnologias.
Nesta trilha de reflexão, Sartori (2001: 48-52) avança progressivamente no desafio da interdisciplinaridade do Direito com a Filosofia. E discute, assim:
“[...] pode-se definir a Ciência Jurídica como ciência normativa que verifica os fatores que determinam expressamente as condutas em normas. Sob essa orientação, a Ciência Jurídica se aproxima da Ética, ou seja, a primeira examina normas jurídicas e a outra, normas morais [...] Seus elementos constitutivos são: ideais de justiça por alcançar, instituições normativas por realizar, ações e reações dos homens frente a esses ideais e instituições [...]
[...] Opondo-se ao Direito positivo, está o Direito Natural que pode ser definido como o pensamento jurídico que concebe a lei (a norma) quando esta esteja de acordo com a justiça. A pretensão do jusnaturalismo é a de conhecer como Direito o que é justo, ou seja, justiça como verdade evidente e demonstrável, dentro de um sistema de valores universais e imutáveis. Decorrente desses preceitos, a função do Direito não é comandar, mas, sim, qualificar as condutas como boas ou más [...]
[...] A velocidade do avanço das ciências da vida e a consequente necessidade de uma nova ética exigem uma resposta do Direito, ou seja, uma criação jurídica para positivar, regular e/ou reconhecer os Novos Direitos. Atualmente , são necessários princípios axiológicos que atendam à produção do conhecimento das últimas décadas do século XX e que se projetem no século XXI [...].”
É nesse ambiente que a Bioética nasce como um novo domínio da reflexão e da prática, que toma como seu objeto específico as questões humanas na sua dimensão ética, tal como se formulam no âmbito da prática clínica, jurídica ou da investigação científica, e como método próprio o conhecimento de diversos modelos bioéticos articulados dialeticamente com saberes diferentes (método-relação), mas fortemente entrelaçados.
Assim, a Bioética e o Biodireito, hoje, se situam entre as duas formas do conhecimento humano: o saber simbólico e o saber científico. Ganham vitalidade como paradigmas da relação entre as ciências e as tecnologias; do saber científico e do saber simbólico em suas recentes descobertas A Bioética e o Biodireito cuidam da dignidade da vida, procurando a convergência amistosa entre estes saberes. Vale ressaltar, entre Filosofia e Direito integrados com as ciências e tecnologias.
Nesta linha de reflexão, Sartori (2001: 48-52) avança progressivamente no desafio da interdisciplinaridade do Direito com a Filosofia. E discute, assim:
“[...] pode-se definir a Ciência Jurídica como ciência normativa que verifica os fatores que determinam expressamente as condutas em normas. Sob essa orientação, a Ciência Jurídica se aproxima da Ética, ou seja, a primeira examina normas jurídicas e a outra, normas morais [...] Seus elementos constitutivos são: ideais de justiça por alcançar, instituições normativas por realizar, ações e reações dos homens frente a esses ideais e instituições [...]
[...] Opondo-se ao Direito positivo, está o Direito Natural que pode ser definido como o pensamento jurídico que concebe a lei (a norma) quando esta esteja de acordo com a justiça. A pretensão do jusnaturalismo é a de conhecer como Direito o que é justo, ou seja, justiça como verdade evidente e demonstrável, dentro de um sistema de valores universais e imutáveis. Decorrente desses preceitos, a função do Direito não é comandar, mas, sim, qualificar as condutas como boas ou más [...]
[...] A velocidade do avanço das ciências da vida e a consequente necessidade de uma nova ética exigem uma resposta do Direito, ou seja, uma criação jurídica para positivar, regular e/ou reconhecer os Novos Direitos. Nos hodiernos, são necessários princípios axiológicos que atendam à produção do conhecimento das últimas décadas do século XX e que se projetem no século XXI”.
Suporte Bibliográfico
ANDRADE FILHO, Francisco Antônio de. “Bioética e cidadania: Interface da Filosofia com o Direito”, capítulo-livro, publicado in: Bioética e Biodireito: uma introdução crítica/Organizador Arthur magno e Silva Guerra – Rio de Janeiro: América Jurídica, 2005: 383-403
SARTORI, Giana Lisa Zanardo. Direito e Bioética: O desafio da interdisciplinaridade. Erechim RS: EDIFAPES, 2001
14 set
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Foi em 1978, durante a III Conferência do Episcopado Latino-Americano, em Puebla-México. Em 1981, eu defendi minha Dissertação de Mestrado, na Universidade Federal de Minas Gerais sobre Igreja e Ideologias na América Latina. Respondi a questão: o que a Igreja nos propõe como práxis de libertação? Seria a Igreja, uma instituição que funciona como agência de controle social? E justificava a hipótese, segundo a qual ela reflete e dinamiza o impacto político da religião no processo social na América Latina.
Na perspectiva dialética, tanto numa linha antropológico-psicanalítica quanto marxista, a posição da Igreja adquire maior clareza como aparelho ideológico de Estado. Aos olhos de Freud e Marx, a religião cristã estaria sacralizando normas socialmente necessárias, tornando-se condição de baluarte da ordem estabelecida. Ela estaria compromissada com os grupos dominantes.
É que para o pai da psicanálise e para o pai da ciência da história, as religiões sempre foram importantes para as classes dominantes na medida em que reproduzem a ideologia burguesa.
Em Freud, por exemplo, a religião aparece como expressão social de uma ilusão, uma forma de infantilismo, a neurose obsessiva da humanidade. Nasce fundamentalmente de uma recusa, por parte da consciência, em aceitar a “realidade”. É ela um ato de rebelião pelo qual o princípio do prazer nega à realidade seu status de realidade, substituindo-a por um mundo imaginário que realmente represente os impulsos eróticos reprimidos pela civilização, mundo este que passa a funcionar, para a consciência, como realidade.
Rubem Alves, analisando o texto de Sigmund Freud, Totem and Taboo (1912 – 13), discute:
“É em nome da desta exigência que Freud proclama, em O Futuro de Uma Ilusão, que a religião precisa ser destruída, por ela uma ilusão psíquica, criada pela capacidade humana de imaginar um estrado de coisas em que os desejos se realizariam. Por meio dela o homem evita a confrontação com a dura realidade que o resiste. A eliminação da religião seria assim uma tarefa indispensável num programa de “educação para a realidade” – uma educação que levaria o homem a substituir o seu Deus-ilusão pelo Logos científico, pois só assim ele poderá conhecer, dominar e transformar o seu mundo. Freud vê a tarefa de libertação do homem como o exorcismo de uma ilusão, como uma luta no campo psicológico”.
Enquanto isso, em Karl Marx, em A Ideologia Alemã (1845 – 46), religião é o produto de uma sociedade irracional e opressiva, um conjunto de ilusões necessárias para que o homem possa suportar as correntes que o escravizam. “A religião é o suspiro da criatura oprimida”. Para ele, a religião não liberta o homem. É uma falsa consciência, força conservadora, acrítica. É uma forma de alienação. É necessário destruir a ponte religiosa que liga os céus para que se possa construir a terra. Assim, a religiões organizadoras se tornam agências de controle social.
07 set
selecionados por Francisco Antônio de Andrade Filho

Lição de Democracia para o adolescente mimado
“Acho que o Serra precisa saber uma coisa. Uma eleição a gente ganha convencendo os eleitores a votar na gente. Não é tentando convencer a Justiça Eleitoral a impugnar a adversária. Isso já aconteceu em outros tempos de ditadura militar. Em tempos de democracia, o ‘seu’ Serra que vá para a rua, que melhore a qualidade do seu programa, que faça propostas de coisas que ele quer fazer pelo nosso país, que apresente soluções para o crescimento industrial…”
Serra de ladeira abaixo grita por socorro
“Nosso adversário deveria procurar um novo argumento. Não é possível que possa pedir que eu censure a internet. Não, ele não alertou. Ele se queixou do que estava acontecendo com ele na internet. Como eu sou vítima disso há muito tempo, sempre achei que a internet livre tem coisas extraordinariamente sérias e tem coisas levianas”
Lula contra a censura na internet
“Não tem nada demais o que a internet publicou sobre a filha de Serra. Há insinuações como há contra o presidente Lula, contra a família do presidente Lula, contra vocês jornalistas individualmente. Se escrevem alguma coisa que o internauta não gosta, tomam cacete o dia inteiro”.
A dor de cabeça do ex-governador
“Hoje, ele deve estar com dor de cabeça porque o PIB vai crescer acima daquilo que os mais pessimistas previam que ia crescer”
Viva o Brasil no momento de ouro! Que o Serra se ame primeiro para amar o outro
“O Brasil vive um momento de ouro e eu não vou permitir que nenhuma ‘futrica’ menor – porque não tem nenhuma acusação grave contra o Serra… Tem as coisas de internet contra o Serra e contra todo mundo. O Presidente da República tem coisa mais séria para cuidar do que cuidar das dores de cotovelo do Serra”.
Leia mais: Carta Maior
04 set
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Querida Jô,
Prezados Colegas.
Privilegiado e agradecido, recebi o convite das colegas Maria da Conceição Machado e Maria José Santos, para com os demais alunos e alunas, homenagearmos nossa professora Josélia Santana. Hoje, quarta-feira, primeiro de setembro de 2010. Dia do Profissional de Educação Física (Lei nº 11.342, de 18 de agosto de 2006).
Dedicamos a você, Jô, este recado de meditação: “Dia do Profissional de Educação Física – Uma homenagem à professora Josélia Santana”.
Permitam-me. Filósofo, indago: é possível alinhar Educação Física com Ética e Espiritualidade? Uni-las? Nas atividades físicas, aqui no GEAP/Aracajú, qual o significado desta meditação no cuidado com a saúde humana? A professora Jô, profissional de saúde, na dimensão psicossomática, estaria revestida da “arte clínica”? Com ética e espiritualidade, ela cuida da saúde de seus alunos?
Com certeza! Por isso, esta sincera homenagem. Descobrimos respostas passíveis de observação de uma profissional de saúde. Você nos indicou princípios e valores: caminhos de felicidade nos cuidados com nossa saúde, do corpo e da alma. Sentimo-nos bem no GEAP.
Nesse dia especial, testemunhamos que você, Jô, consegue, com sucesso, inserir Educação Física com ética e espiritualidade. Com seu agir, nos limites da condição humana, revela ser possível unir atividades físicas com outras dimensões humanas. Trabalha com corpos humanos, com o divino, com o sagrado, com o espiritual.
Assim, nossa homenagem é bem merecida. Reflete “O Banquete” de Platão, assim: “Da mesma forma que não se cura os olhos sem a cabeça, ou a cabeça sem o corpo, também não se deve tentar curar o corpo sem a alma. Pois a parte nunca pode ficar boa se o todo não estiver bem”.
Nessa mesma linha, seiscentos anos depois, Jesus (Lucas, 18, 35 – 43 apresentou uma dica multidimensional, curando o mendigo de Jericó. Esse cego, pelo ouvido, percebeu “o barulho da multidão que passava” ou pelo tato quando “Jesus parou e mandou que o trouxesse”.
O homem-Deus chamado Jesus, filho do casal Maria e José, cheio de compaixão e ternura, confiança, doação, enternecimento, conquista a experiência espiritual de sentir-se Filho de Deus. O mendigo cego, nesse momento, viu seu médico, sentiu sua saúde integral. Observou a multidão em caminhada, fazendo atividades físicas. Alegrou-se com as belezas da Natureza. Sua alma não dói mais. Agora, ouvia, escutava e via. Sentiu-se feliz e vivo. E enxerga tudo. Que emoções transformadoras de vida. O cego encontrou seu caminho espiritual. Sentiu seu corpo.
Por isso, com a professora Josélia Santana, celebremos nossas vidas sem medo, sem suspeita e dúvida. Alegremo-nos com nossas atividades físicas e espirituais: no amor, no respeito, na bondade e na singularidade de cada ser humano.
É um convite de seus alunos. Festeje este seu dia. Medite o Cântico dos Cânticos, 6.10. Veja e descubra o elogio divino à beleza da mulher com estes termos poéticos e verdadeiros: “Quem é essa que se eleva como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol, temível como batalhões”.
Ainda, outro brinde dessa turma. Presenteamos-lhe o Livro de Salomão (Prov.1, 2 a 5). Aqui, independente de religiões organizadas, visa buscar práticas de virtudes, caminhos de vencer na vida com habilidade, fugindo dos perigos que ferem o corpo e a alma. Na escrita salomônica; “Serve para conhecer sabedoria e disciplina, penetrar as palavras profundas, adquirir esmerada instrução – justiça, equidade, direito –, dar perspicácia aos simples, sabedoria e prudência aos jovens, entender máximas, frases obscuras e os ditos dos sábios e seus enigmas”.
O que mais nos interessa em você, Jô, é a beleza de seu espírito. Usar maquiagem, entre outros adornos, nos homens e nas mulheres, é apenas para realçar a beleza que já existe dentro de si. Da sua alma, flui uma nova roupagem do belo num corpo saudável. Ser bela é revelar a ética de suas virtudes: autoconfiança, generosidade, tolerância, espírito alegre, concentração e sabedoria. Beleza é vida do corpo integrada com seu estado de espírito em paz; alma cheia de ternura e livre da tortura dos preconceitos civis e religiosos, do mundo de hoje. Com corações vibrantes, neste Dia do Professor de Educação Física, uma salva de palmas para Jô.
03 set
por Francisco Antônio de Andrade Filho

Dilma fala sobre qualidade da Educação
“O Brasil agora é o país da oportunidade, mas nós precisamos de profissionais capacitados. E para que possamos dar um salto em direção a um país desenvolvido, nós precisamos de educação. Precisamos ter clareza que a redução da desigualdade também se dá pela ampliação das oportunidades”, afirmou Dilma, sob o olhar atento do presidente Lula, que também participou do encontro com empresários.
“A progressão continuada significa pura e simplesmente que você passa o aluno sem avaliar as necessidades do aluno. Temos de aprofundar as avaliações”, disse Dilma, acrescentando que manterá a política educacional do governo Lula, ampliando os investimentos em escolas técnicas.
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“Um dos maiores orgulhos que eu terei de continuar é o ensino profissionalizante. Não viveremos um apagão de mão de obra”.
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“Vocês sabem perfeitamente quantas vezes chegamos a acreditar e éramos interrompidos por uma queda na produção e no consumo, e uma crise se alastrava pela economia e pela sociedade. Mas o que esperávamos há muitos anos chegou e de forma estável. E isso nós devemos a uma pessoa: ao presidente Lula, que conduziu o país por uma era de prosperidade.”
Leia Mais: Presidente Dilma