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	<title>Comentários sobre: Missa de Ação de Graças Pelo Golpe Militar de 1964 [parte I]</title>
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	<description>reflexões filosóficas em diversas áreas</description>
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		<title>Por: Francisco Andrade</title>
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		<dc:creator>Francisco Andrade</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:27:10 +0000</pubDate>
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		<description>Ótimo comentário, André Antoninho Fürh. Rico de reflexão, é um convite para um novo artigo. Você passou para mim, a capacidade de escrever bem. Como colaboração de sua parte, nossa página será também seu espaço de divulgação da verdade. A partir de agora, você é o nosso convidado especial para um dos nossos colaboradores. Fique à vontade, Seja bem-vindo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo comentário, André Antoninho Fürh. Rico de reflexão, é um convite para um novo artigo. Você passou para mim, a capacidade de escrever bem. Como colaboração de sua parte, nossa página será também seu espaço de divulgação da verdade. A partir de agora, você é o nosso convidado especial para um dos nossos colaboradores. Fique à vontade, Seja bem-vindo.</p>
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		<title>Por: André Antoninho Führ</title>
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		<dc:creator>André Antoninho Führ</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 12:01:29 +0000</pubDate>
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		<description>Ao ler a reflexão denominada ‘‘Missa de Ação de Graças Pelo Golpe Militar de 1964 – Parte I’’. Acabei sendo conduzido a algumas reflexões sobre a história e sobre a perda da subjetividade humana ao longo da história aja visto que o golpe militar representou um dos maiores marcos da perda do individualismo e da sujeição do individuo aos interesses privados.

Não se pode negar a história e nem o que nela está escrito, não existem borrachas ou panos capazes de limpar o sangue derramado ou silêncio daqueles cujo cálice escorria, porém para compre-la se faz necessário ir as suas raízes mais profundas e ao que me parece essas só podem ser encontradas na natureza do jogo político.
	
Segundo Hegel é no cristianismo que encontramos a primeira visão de individualismo e de liberdade subjetiva, a primeira vista nós parece um tanto contraditório, pois a democrática ou o chamado governo do povo nasce na Grécia quando os cidadãos se reúnem em praça publica para debaterem os interesses da polis. Porém se olharmos mais a fundo veremos as contradições existentes no próprio sistema.

Primeiramente é preciso levar em conta que nem todos eram considerados cidadãos apenas uma pequena parte da polis, ou seja, o governo do povo pertencia a uma pequena camada, enquanto que a grande massa responsável pela manutenção do Estado era excluída das decisões do próprio governo que ajudava a manter com sua força física. 

Além disso, as decisões tomadas em praça publica pelos cidadãos não constituem a vontade subjetiva do individuo e sim a vontade coletiva, ou seja, o individuo abre mão de sua subjetividade em favor do coletivo. Podemos ver com mais clareza a perda da subjetividade humana na filosofia Aristotélica aonde a vida dos cidadãos estava voltada para a cidade suas escolhas e decisões deviam levar sempre em conta o interesse do comunidade até a escolha da profissão  se pautava pelo bem estar da comunidade.

Com o surgimento do cristianismo a subjetividade humana começa a se contrapor ao bem estar do estado, pois as ações do sujeito não visam mais o coletivo e sim o seu próprio bem, pois para o cristianismo cada pessoa é responsável por seus atos e por sua própria salvação não existe mais a visão coletiva mais sim a subjetiva. Todos os indivíduos são iguais diante de Deus a pirâmide de classes cai por terra.  

Quando os perigos dessa nova concepção para os interesses do estado são descobertos  surge o capitalismo como forma de manter o equilíbrio  e de proporcionar essa suposta liberdade aos indivíduos , quando os indivíduos percebem que na verdade o capitalismo os aprisionou surge um movimento de  libertação que mais tarde comina no comunismo .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler a reflexão denominada ‘‘Missa de Ação de Graças Pelo Golpe Militar de 1964 – Parte I’’. Acabei sendo conduzido a algumas reflexões sobre a história e sobre a perda da subjetividade humana ao longo da história aja visto que o golpe militar representou um dos maiores marcos da perda do individualismo e da sujeição do individuo aos interesses privados.</p>
<p>Não se pode negar a história e nem o que nela está escrito, não existem borrachas ou panos capazes de limpar o sangue derramado ou silêncio daqueles cujo cálice escorria, porém para compre-la se faz necessário ir as suas raízes mais profundas e ao que me parece essas só podem ser encontradas na natureza do jogo político.</p>
<p>Segundo Hegel é no cristianismo que encontramos a primeira visão de individualismo e de liberdade subjetiva, a primeira vista nós parece um tanto contraditório, pois a democrática ou o chamado governo do povo nasce na Grécia quando os cidadãos se reúnem em praça publica para debaterem os interesses da polis. Porém se olharmos mais a fundo veremos as contradições existentes no próprio sistema.</p>
<p>Primeiramente é preciso levar em conta que nem todos eram considerados cidadãos apenas uma pequena parte da polis, ou seja, o governo do povo pertencia a uma pequena camada, enquanto que a grande massa responsável pela manutenção do Estado era excluída das decisões do próprio governo que ajudava a manter com sua força física. </p>
<p>Além disso, as decisões tomadas em praça publica pelos cidadãos não constituem a vontade subjetiva do individuo e sim a vontade coletiva, ou seja, o individuo abre mão de sua subjetividade em favor do coletivo. Podemos ver com mais clareza a perda da subjetividade humana na filosofia Aristotélica aonde a vida dos cidadãos estava voltada para a cidade suas escolhas e decisões deviam levar sempre em conta o interesse do comunidade até a escolha da profissão  se pautava pelo bem estar da comunidade.</p>
<p>Com o surgimento do cristianismo a subjetividade humana começa a se contrapor ao bem estar do estado, pois as ações do sujeito não visam mais o coletivo e sim o seu próprio bem, pois para o cristianismo cada pessoa é responsável por seus atos e por sua própria salvação não existe mais a visão coletiva mais sim a subjetiva. Todos os indivíduos são iguais diante de Deus a pirâmide de classes cai por terra.  </p>
<p>Quando os perigos dessa nova concepção para os interesses do estado são descobertos  surge o capitalismo como forma de manter o equilíbrio  e de proporcionar essa suposta liberdade aos indivíduos , quando os indivíduos percebem que na verdade o capitalismo os aprisionou surge um movimento de  libertação que mais tarde comina no comunismo .</p>
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